Igreja e Sociedade: a centralidade da família

O papel indiscutível e inegável da família como centro da vida social e individual não está apenas presente nas Sagradas Escrituras desde a própria concepção do homem sobre a terra, mas se manifesta em toda sua magnificência no exato momento em que Deus fez o homem não inicia sua jornada de redenção sozinho, mas é colocado pelo Pai desde o nascimento no meio de uma família que ele ama, escuta e respeita ao longo de sua vida.

A família é assim a primeira sociedade natural, a pedra angular da vida de todas as pessoas e o protótipo de toda organização que foi fundada desde que o mundo começou. Sua importância é tal que a qualidade do ser humano depende da rede de relações que é criada a partir deste primeiro ambiente natural de amor e verdade fundado na doação de uma mulher e de um homem unidos para sempre pelo sacramento do matrimônio.

É no seio da família que a sociabilidade humana é experimentada pela primeira vez, que o espírito de comunhão entre seus membros é fortalecido e que o patrimônio espiritual da Igreja e a cultura de toda uma nação são transmitidos, mesmo tendo precedência, como primeira célula social, sobre a figura protetora do Estado, uma entidade cujas ações devem ser sempre direcionadas para a família.

A família, a comunidade germinal de todas as comunidades, é o mais poderoso instrumento social contra o individualismo que hoje, infelizmente, caracteriza as sociedades modernas. Sua dinâmica de amor contínuo, desinteressado e invencível deixa, no momento da verdade, sem argumentos os proponentes dos processos sociais baseados apenas na funcionalidade, produtividade e eficiência que só concebem uma humanidade utilitária.